Quando alguma coisa realmente inesperada, acontecer, um choque, pequenas catastrófes, você vai perceber, que há muito a se perceber, Nada do que lhe foi proposto é absoluto, absolutamente nada é completo, perceberás, um pequeno choque e tua vida toda muda.
A minha mudou, nada que afetasse minha rotina, talvez meus estudos, que desde o ano passado vem deixando muito a desejar, mas me mudou MUITO, por dentro, aquela minha parte secreta, que tem eco ilimitado:ela grita; e quando aconteceu: enlouqueci.
O total oposto de Heitor, lá atrás eu vi, e me intriguei, me entreguei, confesso, passaram-se meses, até a primeira troca de palavras. Mas quem precisa de palavras, quem precisa de fala, quem precisa de boca, quando se tem olhos, e logo dois. Me contentava em adimirar, em olhar (mentira), era tudo oque eu podia fazer mesmo. O que mais faria não ousaria tocar no que é proibido. Falar é fácil, com a boca, que não é tão nescessária quanto se pensava. Mas fazer, nem tanto. É difícil, e proibido.
Eu sei, como é amar sem conhecer, amar o que agente não conhece, simplesmente pelo fato de se sentir atraido, não sei se é desejo, tesão, vontade, impuro, errado; o relevante é que ERA, e é.
Quando eu olhava (e como olhava) eu me sentia, mais distante ainda, tu me liga ao mundo, és a minha amostra, o meu convite. Por que não largas as limitações, muta, muda, pra mim? Não.
Fica assim, que foi assim que te mirei, e nunca deves saber, imagina o escandâlo, como se me importasse. Eu que já me cobri de sargaço, pra te buscar no deserto, e quando mais te olho, mas sonho. E durmo melhor, mesmo só. é triste nutrir uma coisa que nunca se realizará. Mas eu não tenho outra opção, escrever é o que eu sei, e o que eu quero fazer agora.
O que eu sinto é irrefrevél, selvagem, primitivo, eu nem sei da onde vem, mas vem do fundo. Caramba, me sinto errado, sei lá, mas eu não tenho culpa. Como se isso mudasse as coisas. Não muda, parece que nada muda, eu pensei que tinha me libertado do que eu tinha por ti, mas não, nem tão cedo, tá difícil.
Enfim, o que eu quero dizer com esse "testemunho", é que o maior crime é a inibição, é a proibição do que não é errado, é a hipérbole, do que tá dentro da gente e agente não vomita!
Eu vomito, pelo menos aqui no blog, mas sei que tu não sabes, nem fazes idéia, nem eu sei de tu, mas sei que te amo, tu me sopra vida, me floresce, tu tens algo que só as crianças têm: a pureza, a inocência, e a ânsia tremenda pela vida.
O mundo não é tão bom assim, pra tu que és tão inocente,
O mundo não é tão ruim assim, pra tu que tens esperança,
O mundo não é;
Pra quem é inibido, e procura no outro sua maior diferença, ou semelhança, semelhança, evidente, mas a diferença? agente descobre e aceita depois né?
Tomara.
Amém
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